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2 A Chuva...

Poema feito por mim ano passado...



Hoje a chuva caiu de novo
E eu percebi que o sonho não acabou...
A tanto tempo atrás eu podia ser feliz,
Mas hoje não consigo.
Sei que a vida não acabou para mim...
Mas eu acabei para ela...

A chuva hoje me faz lembrar
Dos momentos inesquecíveis que tive...
E me faz querer esquecer que existe o presente!
Olho pela janela as gotas caindo do céu
Como as lágrimas que tanto derramei
Por um mundo preto e branco
Que nunca mais será igual...

Sei que é difícil esquecer os dias antigos
E não me esforço para isso...
Pois sei que essa é a minha única maneira de ser feliz...
Procuro na escuridão,
Motivos para sorrir...
Mesmo sabendo que é impossível
Eu,de novo,ser feliz...

Olhando para a chuva,
Eu caio por terra...
E vivo na esperança...
De existir novamente.

Ás vezes me apavoro comigo mesma
Por acreditar que no fim dessa chuva
A vida vai voltar a ser colorida...
Mas sei que não é possível
‘Pintar’ o futuro...
E mesmo acreditando na mentira de voltar a sorrir um dia...
Eu deixo cair as lágrimas que tanto me maltratam.

O desespero toma conta de mim agora
E me faz gritar...
Perder o controle...
Procurar em qualquer coisa...
O que sobrou de um mundo
que virou pedaços de um passado feliz.

Agora a chuva parou...
E eu volto a dormir...
Para sonhar...
Com a minha verdadeira vida...
Aquela que tão bem vivi
E que deixou a maior saudade que alguém pode sentir...

Mas depois de tanto tempo eu finalmente aprendi...
O verdadeiro significado da palavra...
... V I D A !!!

2 coment's...♥:

Pop Corn disse...

Seu poema me lembrou uma passagem de um poema de Fernando Pessoa que partilho agora com vc. Se chama "Chuva Oblíqua":

"Ilumina-se a igreja por dentro da chuva deste dia,
E cada vela que se acende é mais chuva a bater na vidraça…
Alegra-me ouvir a chuva porque ela é o templo estar aceso,
E as vidraças da igreja vista de fora são o som da chuva ouvido por dentro…
O esplendor do altar-mor é o eu não poder quase ver os montes
Através da chuva que é ouro tão solene na toalha do altar…
Soa o canto do coro, latino e vento a sacudir-me a vidraça
E sente-se chiar a água no facto de haver coro…
A missa é um automóvel que passa
Através dos fiéis que se ajoelham em hoje ser um dia triste…
Súbito vento sacode em esplendor maior
A festa da catedral e o ruído da chuva absorve tudo
Até só se ouvir a voz do padre água perder-se ao longe
Com o som de rodas de automóvel…
E apagam-se as luzes da igreja
Na chuva que cessa…" (inc.)

beijoo

Suzana disse...

Muito bonito o poema, mesmo sendo triste !!

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